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Ruptura Espontânea de Ventrículo Direito: Relato de Caso.

Ali Ibrahim Yassine, Lawani Rigopoulos, Bruno Mahler Mioto, Amit Nussbacher, Robinson Poffo, Sergio Augusto Fudaba Curcio
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - - SP - BRASIL

 

Introdução: A ruptura de parede ventricular (RPV) é um fenômeno raro, acometendo principalmente o ventrículo esquerdo (VE), sendo a etiologia isquêmica miocárdica na parede inferior a mais prevalente. Relato de Caso: Homem, 73 anos, admitido em pronto atendimento devido a quadro de dor torácica retroesternal 8/10 iniciada no período da manhã, ventilatório dependente, sem demais sintomas associados. Paciente sem antecedentes patológicos prévios. Ao exame clínico paciente em regular estado geral, pressão arterial sistólica 70 mmHg, frequência cardíaca 84 batimentos por minuto, eupneico, com bulhas rítmicas hipofonéticas em dois tempos sem sopros, sem sinais de hipervolemia e tempo de enchimento capilar sem alterações. Ao eletrocardiograma sem sinais isquêmicos agudos, com curva de troponina negativa. Realizado Ultrassonografia Point of Care sendo visualizado derrame pericárdico importante com sinais de restrição diastólica de VE. Realizado hidratação endovenosa com melhora pressórica e mantido estabilidade hemodinâmica. Encaminhado para hospital terciário onde realizou ecocardiograma transtorácico, sendo confirmado os achados anteriormente visualizados. Fora avaliado pela equipe cirúrgica, sendo submetido a pericardiocentese com retirada de 600 ml de exsudato neutrofílico sanguinolento, evoluindo durante a punção com instabilidade e submetido a toracotomia mediana exploradora, sendo constatado ruptura de parede diafragmática de ventrículo direito (VD) e realizado rafia da parede ventricular. Submetido a realização de cineangiocoronariografia de urgência para investigação etiológica, sendo visualizado lesão uniarterial de difícil caracterização em ramo ventricular posterior de cinquenta por cento. Realizada ressonância miocárdica e visualizado sinais de manipulação cirúrgica recente e espessamento pericárdico. Após realização de procedimento cirúrgico paciente evoluiu de forma favorável, com melhora sintomática e sem recidiva de derrame pericárdico, recebendo alta hospitalar após dez dias do evento. Discussão: A RPV é um evento raro, com acometimento mais prevalente de VE, sendo a etiologia isquêmica com acometimento da parede inferior a mais prevalente. Outros diagnósticos diferenciais são dissecção de aorta Stanford A, miocardite, iatrogênico pós-cirúrgico e RPV de VD, como visto em um caso relatado, em 1927, diagnosticado por necrópsia. Conclusão: A ruptura espontânea de VD é uma condição grave e rara. Seu diagnóstico é de exclusão. Com a avaliação precoce de equipe especializada acarretará em diminuição da morbimortalidade secundário a esta doença.

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