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Alterações na rigidez arterial em crianças e adolescentes após um ano de restrições da pandemia

Mariana Godoy-Leite, Fernanda Gabriela Colombo Drumond Santos, Eduardo Augusto Resende Penido, Kennad Alves Ribeiro, Luzia Maria dos Santos, Maria da Gloria Rodrigues-Machado, Bruno Almeida Rezende
FCMMG - Belo Horizonte - MG - BR

INTRODUÇÃO: As restrições sociais decorrentes da pandemia de covid-19 acarretaram grande impacto na rotina de crianças e adolescentes com consequências importantes como distúrbios do sono, alimentação e psicológicos/psiquiátricos. Mesmo ainda não havendo estudos sobre o assunto é possível que estas alterações de hábitos e rotina tenham afetado também a rigidez arterial (RA) desta população, que é um importante preditor de risco cardiovascular. OBJETIVO: Avaliar possíveis alterações na RA, antropometria e a qualidade de vida (QV) decorrentes da pandemia de Covid-19 em crianças e adolescentes. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal observacional controlado executado com 193 crianças e adolescentes de 9 a 19 anos divididos em dois grupos: before the pandemic (BPG) e um ano after the pandemic (APG) pareados por idade e sexo. Os parâmetros cardiovasculares foram medidos de forma não invasiva por oscilometria da artéria braquial com aparelho portátil. Os principais índices de rigidez arterial avaliados foram o índice de aumentação (AIx) e a velocidade da onda de pulso (VOP) derivados da onda de pulso aórtica. A QV foi avaliada pelo Pediatric Quality of Life Inventory version 4.0 (PedsQL 4.0). RESULTADOS: Em relação a QV, O APG mostrou piora dos aspectos emocionais (p=0,002) e escolar (p=0,010). Não houve diferença estatística para a maioria dos parâmetros antropométricos, exceto pela circunferência do quadril que se apresentou maior no APG (p<0,001). O principal preditor de RA na população pediátrica, o AIx mostrou-se aumentado no APG (p<0,001). Outros parâmetros cardiovasculares também se mostraram diferentes como a pressão arterial diastólica periférica (p=0,002) e central (p=0,003), volume sistólico (p=0,010) resistência vascular total (p=0,002) que se mostraram diminuídos no APG e a frequência cardíaca que se mostrou aumentada (p<0,001). CONCLUSÃO: Nossos resultados mostram que as alterações de rotina decorrentes do período de isolamento social aumentaram o risco cardiovascular em crianças e adolescentes evidenciado pelo aumento do AIx, considerado um importante marcador de risco cardiovascular na população pediátrica.

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