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Preditores de sucesso de extubação e tempo de ventilação mecânica em pacientes pós IAM que necessitam de assistência ventilatória mecânica invasiva

Nathalia Moraes Ribeiro, Silva, AMPR, Santana, AN, Ianotti, RM, Mayson, LA Sousa, Nicolau, J.C, Feltrim, MIZ
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) pode ocasionar diversas complicações hemodinâmicas e ventilatórias, sendo a ocorrência de instabilidade hemodinâmica importante e edema agudo pulmonar cardiogênico, as principais causas de indicação de ventilação mecânica invasiva (VMI).  OBJETIVO: identificar a incidência de sucesso de extubação orotraqueal (EOT), definida como ausência de re-intubação em 48 horas, possíveis fatores preditores específicos de falha de EOT e o tempo de VMI em pacientes pós IAM. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de coorte retrospectivo (entre janeiro de 2018 a dezembro de 2019), sendo incluídos os pacientes maiores de 18 anos, com diagnóstico de IAM que evoluíram com necessidade de VMI por mais de 24 horas. Os dados antropométricos, antecedentes clínicos, dados relacionados à causa da intubação orotraqueal (IOT), escores de prognóstico do infarto (Killip, Grace e TIMI e número coronárias obstruídas) foram coletados em prontuário eletrônico. Os dados qualitativos foram comparados pelo teste de Qui-quadrado, os dados quantitativos pelos testes T de Student ou sua equivalência não paramétrica e o teste U de Mann-Whitnney. Foi criado um modelo de regressão logística binária para avaliar os preditores de sucesso de extubação, e considerado o valor de p<0,05 como estatisticamente significante. RESULTADOS: dentre os 184 pacientes elegíveis, 89 preencheram os critérios de inclusão, sendo que 81 (92%) evoluíram com sucesso na extubação e 8 (8%) foram insucesso. Entre o grupo sucesso versus insucesso, respectivamente, houve predominância do sexo masculino (57% versus 43%; p=0,007), idade média de 63 anos (64 anos versus 59 anos; p=0,279), IMC médio de 27 Kg/m2 (27 Kg/m2 versus 29 Kg/m2; p=0,169), sendo a principal causa de IOT a parada cardiorrespiratória (44% versus 38%), os escores de Killip (3 versus 3), GRACE (200 versus 222; p=0,173) e TIMI (6 versus 8; p=0,239), tempo de ventilação mecânica (5 dias versus 9 dias; p=0,170) e tempo de internação na UTI (16 dias versus 42 dias; p= 0,002). Os escores de Killip [OR 2,5 (IC95% 0,6 a 11); p=0,220], GRACE [OR 1,01 (0,9 a 1,03; p=0,173)] e TIMI (OR 1,16 (IC95% 0,9 a 1,5; p=0,239)] não foram preditores de sucesso para a extubação, somente o gênero masculino [OR 11,29 (IC95% 1,32 a 96,21; p=0,027). CONCLUSÃO: A maioria dos pacientes pós IAM que necessitam de VMI evoluíram com sucesso de extubação e estes apresentaram menor tempo de UTI. A extensão do infarto e os escores de gravidade não tiveram relação direta com a falha da extubação, apenas gênero masculino foi preditor de sucesso.

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