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Validade da cinética da recuperação da frequência cardíaca para avaliação da capacidade funcional de uma coorte de adultos: comparação com a cinética do consumo de oxigênio

Diogo Van Bavel , Pinto, E.F., Travassos, J.C, Beltrame, T, Reis, M.S
Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ - Brasil, Centro Universitário Uninassau - Rio de Janeiro - RJ - Brasil

Introdução: A frequência cardíaca (FC) tem despertado interesse nos estudos de fisiologia clínica do exercício por apresentar resposta linear com a característica do exercício físico, mas sobretudo pela sua possibilidade de obtenção e análise a partir de ferramentas de baixo custo, simples manuseio e com portabilidade mais acessíveis quando comparada ao sistema analisador de gases do teste cardiopulmonar de exercício (TCPE). Objetivo Geral: Avaliar a validade da cinética de recuperação da FC e VO2 durante um teste máximo de potência incremental para determinação da capacidade funcional de uma coorte de adultos. Métodos: Foram triados TCPE de 2013 a 2020. A amostra constituiu em testes em voluntários adultos, saudáveis, com doenças cardiovasculares (DCV). Os voluntários foram submetidos ao TCPE associado ao sistema de ergoespirometria e executado por meio do protocolo de potência incremental do tipo rampa em cicloergômetro. A cinética de recuperação do VO2 (RVO2) e da FC (RFC) foi descrita por modelo matemático de função monoexponencial. A análise da RVO2 e da RFC foi realizada pelo CardioKin for Windows®, que permitiu selecionar os intervalos de tempo que descrevessem a cinética do VO2 e FC durante o período de transição exercício-recuperação. Resultados: Foram selecionados inicialmente 366 TCPE, que permitiu identificar todo o processo de seleção e coleta dos exames salvos no nosso banco de dados, apresentando ao final de todo o processo um total de 242 TCPE com seus respectivos dados de VO2 e FC analisados pelo método da cinética durante a recuperação. Os resultados após um teste-t pareado para comparação das médias da τ (s), time delay (TD, s), amplitude e T0 (s), apresentaram diferença significativa apenas quando comparado os parâmetros de VO2 e FC para a amplitude da resposta e T0, representando valores maiores na resposta final ao esforço para a FC quando comparado com o VO2. Foi identificada uma correlação forte entre a τ do VO2 e FC (r = 0,578, p = 0,0001), enquanto uma correlação fraca para amplitude (r = 0,328, p = 0,000239) e TD (r = 0,327, p = 0,000246) respectivamente do VO2 e FC. Conclusão: Nosso estudo permite concluir que é valido a determinação da cinética de recuperação da FC e do VO2 a partir de testes incrementais máximos e/ou sintoma limitado. Além disso, a RFC apresentou correlação moderada e boa concordância com a cinética de recuperação do VO2 e bom poder discriminatório da capacidade funcional de uma coorte de adultos.

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