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Angioplastia coronária como altenativa de tratamento de ponte intramiocardica em paciente com angina refratária

Henrique Trombini Pinesi, Francisco Monteiro de Almeida Magalhães, Fábio Cetinic Habrum, Aline Gehlen Ferrari, Thiago Rezende Alves Silva, Dayenne Hianaê de Paula Souza, Mickael Ogama, Vinicius Esteves, Rafael Alves Franco
Hospital Vila Nova Star - Rede Dor - São Paulo - SP - Brasil, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução

Ponte miocárdica é uma anomalia congênita comum, podendo alcançar até 25% da população. Na maioria dos casos não tem significância clínica, sendo descoberta em achados de imagem. Raramente pode cursar com angina, isquemia miocárdica, trombose coronária e arritmias ventriculares. Nesses casos, a terapia medicamentosa visando o controle da frequência cardíaca (FC) costuma ser eficaz no controle dos sintomas. O tratamento intervencionista é uma alternativa para os casos refratários. Apresentamos o caso de um paciente com angina refratária ao tratamento medicamentoso que foi submetido à angioplastia da ponte miocárdica.

 

 Relato de caso:

Paciente masculino, 40 anos, sem comorbidades conhecidas, há 2 anos iniciou quadro de precordialgia típica em aperto, irradiada para membro superior esquerdo desencadeada aos pequenos esforços. Angiotomografia de coronárias demonstrou escore de cálcio coronário zero e ponte miocárdica em terço médio da artéria descendente anterior (ADA). Optado pelo tratamento com bisoprolol, que foi eficaz para o controle da FC, inclusive com tendência a bradicardia, mas sem melhora da angina. Submetido ambulatorialmente a teste ergométrico de controle que se mostrou positivo, com dor típica e infradesnivelamento do segmento ST de até 1,5mm em múltiplas derivações no pico do esforço. Devido ao mal controle clínico, piora de classe funcional e teste positivo, optado por internação para re-estratificação. Submetido a cineangiocoronariografia com avaliação funcional e estresse quimico com dobutamina que confirmou ponte miocárdica em ADA angiograficamente significativa (extensão maior que 30mm, perda luminal acima de 70% na sístole e que mantém perda luminal na diástole de cerca de 30%), com avaliação fisiológica mostrando queda significativa do índice diastólico (DFR) durante o estresse com dobutamina. Optado pela realização de angioplastia com implante de 1 stent farmacológico com sucesso e sem intercorrências. Após o procedimento evoluiu com resolução da angina, recebendo alta para seguimento ambulatorial


Discussão e Conclusão:
O caso apresentado demonstra que, embora seja conduta de exceção, pacientes com ponte miocárdica e critérios de pior prognóstico ou refratários ao tratamento medicamentoso podem se beneficiar do tratamento intervencionista. A angioplastia é uma alternativa segura e que pode apresentar boa resposta clínica. A presença de isquemia induzida no estresse com dobutamina é um bom marcador de sucesso para a angioplastia.

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