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Recanalização de artéria pulmonar com eletrocautério em pós operatório tardio de cirurgia de Fontan: relato de caso

VANESSA ALVES GUIMARAES, Emanuelle Soares Camolesi, Luiza Maia Prestes, Carol Letícia Braga Quiroz, Nathália Macedo Mesquita Dragone , Larissa Furbino de Pinho Valentim, Germana Coimbra, Santiago Raul Arrieta
HOSPITAL SIRIO LIBANÊS - - SP - BRASIL, HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA - - SP - BRASIL

RECANALIZAÇÃO DE ARTÉRIA PULMONAR COM ELETROCAUTÉRIO EM PÓS OPERATÓRIO TARDIO DE CIRURGIA DE FONTAN: RELATO DE CASO 

 

INTRODUÇÃO

A sobrevida e a qualidade de vida após cirurgia de Fontan estão relacionadas ao acompanhamento pós-operatório e à resolução das complicações que ocorram, podendo ser necessárias múltiplas intervenções. Estenose e eventos tromboembólicos são uma causa bem estabelecida de morbidade. Relatamos um caso de estenose do tubo extra-cardíaco e de trombose da artéria pulmonar esquerda (APE) a despeito da anticoagulação profilática, com evolução para disfunção do ventrículo único e resolução completa após intervenção percutânea.

 

RELATO DE CASO 

Feminino, 12 anos, portadora de dupla via de saída do ventrículo direito (DVSVD) com comunicação interventricular (CIV) não relacionada, submetida à cirurgia de Fontan com fenestração aos 3 anos de idade. Evoluiu no pós operatório com disfunção moderada do ventrículo direito, estenose da APE e ritmo juncional, com necessidade de implante de marcapasso ventricular definitivo. No seguimento, foi realizado cateterismo terapêutico e angioplastia com stents no tubo e na APE aos 3 e aos 5 anos. Aos 11 anos evoluiu com piora de classe funcional e de saturação, ecocardiograma com disfunção do ventrículo principal, sendo otimizadas as medicações anticongestivas e realizada nova angioplastia do tubo com stent. Diagnosticada ausência de fluxo para a APE, com falha nas tentativas de recanalização, além de considerável circulação colateral. Mantida anticoagulação e programado novo procedimento, em que foi realizada recanalização da APE com auxílio de eletrocautério, seguida de angioplastia da APE com balões sucessivos, com sucesso, e oclusão de colaterais sistêmico-pulmonares para o pulmão esquerdo. Recebeu alta após dois dias do procedimento com ajustes das medicações e atual seguimento clínico com completa recuperação da função ventricular e melhora da classe funcional após 2 meses do procedimento.

 

DISCUSSÃO 

Complicações tardias da cirurgia de Fontan podem ocorrer mesmo em pacientes com função ventricular, diâmetro das artérias pulmonares e pressão e resistência pulmonar adequados. A formação de fístulas sistêmico-pulmonares ocorre precocemente devido a diferença de pressões entre os sistemas arteriais e piora diante da estenose pulmonar, gerando insaturação e sobrecarga circulatória.

 

CONCLUSÃO

As intervenções percutâneas têm se mostrado necessárias e eficazes para a compensação clínica e hemodinâmica sobretudo no pós operatório tardio da cirurgia de Fontan.

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